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Alice Cooper eletriza e Deep Purple impressiona no Best Of Blues and Rock

Festival reúne lendas do rock em segundo final de semana no Ibirapuera

Foto: © Ale Frata / Live Images
Texto: Carolina Leal

São Paulo, 14 e 15/06/2025 – Parque Ibirapuera – O Best of Blues and Rock reuniu uma multidão no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, nos dias 14 e 15 de junho, com uma programação que transitou entre o rock teatral, o virtuosismo instrumental e o soul raiz. No sábado (14), o destaque absoluto ficou por conta de Alice Cooper, que transformou o palco em um verdadeiro espetáculo de horror e diversão. No domingo (15), foi a vez do Deep Purple mostrar por que é uma das maiores bandas da história do rock, com um show tecnicamente impecável e repleto de clássicos.

Terceiro dia do Best of Blues and Rock, no Parque Ibirapuera. Fotos: © Ale Frata / Live Images

O sábado começou com Marcão Britto e Thiago Castanho, ex-integrantes do Charlie Brown Jr., que aqueceram o clima com hits da banda. Na sequência, a jovem Larissa Liveir, sensação do YouTube, apresentou versões instrumentais de rock clássico, presença segura e técnica afiada. A guitarrista mineira contou com a participação especial da guitarrista do Alice Cooper, Nita Strauss, que chegou vestida à carater, com a camiseta do Sepultura. Depois, o trio mineiro Black Pantera entregou uma performance potente, com discurso afiado e riffs pesados, preparando o terreno para a atração principal.

À noite, Alice Cooper entrou em cena com tudo o que se espera dele: maquiagem pesada, figurinos macabros e uma performance teatral hipnotizante. O show teve de tudo um pouco. Trocas de roupa rápidas, encenações sangrentas e até atores disfarçados de fãs invadindo o palco, apenas para serem “mortos” durante a apresentação. Um verdadeiro show de horrores, que tirou aplausos entusiasmados da plateia. 

O setlist trouxe sucessos como “No More Mr. Nice Guy”, “I’m Eighteen”, “Billion Dollar Babies”, “Poison” e “School’s Out”, além de momentos performáticos marcantes como “Ballad of Dwight Fry” e “Killer”. Em coletiva de imprensa antes do show, Alice Cooper comentou sobre a escolha do repertório para o show. “A escolha do setlist não é fácil. Afinal, são 30 álbuns na carreira.”. Para ele, a faixa “I’m Eighteen” é um hino punk por falar de abraçar o caos da juventude aos 18 anos, enquanto “School’s Out” é uma música que toda criança do mundo entende.

A banda, afiada do início ao fim, ajudou a construir uma atmosfera contagiante e mostrou que, mesmo aos 76 anos, o cantor norte-americano segue como um mestre do espetáculo.

Quarto dia do Best of Blues and Rock, no Parque Ibirapuera. Fotos: © Ale Frata / Live Images

No dia seguinte, o domingo começou com a banda Hurricanes, de Santa Maria (RS), que apresentou um rock setentista com pegadas de folk e blues, lembrando nomes como Black Crowes e o próprio Deep Purple. Em seguida, a cantora norte-americana Judith Hill encantou com sua potência vocal e presença elegante. Com passagens por turnês de Michael Jackson e Prince, Hill fez um show centrado no R&B e no soul, acompanhada por sua mãe, Michiko Hill, ao piano.

Fechando a noite com chave de ouro, o Deep Purple subiu ao palco para uma aula de rock clássico. A banda entregou um repertório de peso com “Highway Star”, “Lazy”, “Anya”, “Space Truckin’”, “Smoke on the Water” e “Black Night” no bis. Don Airey foi um dos destaques da noite, com um solo de teclado que misturou o tema de “Mr. Crowley”, do Ozzy Osbourne — que ele mesmo gravou no disco Blizzard of Ozz —, com “Garota de Ipanema”, arrancando aplausos entusiasmados. 

Em coletiva de imprensa, Airey comentou que, na primeira vez em que esteve no Rio de Janeiro, viu em um café de Copacabana uma placa dizendo que ali foi escrita “Garota de Ipanema”. Uma lembrança que ele homenageou com carinho no palco paulistano.

O vocalista Ian Gillan, embora com limitações vocais visíveis, fez o que pôde com pausas frequentes fora do palco, possivelmente para recuperar o fôlego, enquanto a banda segurava o show com maestria. O esforço do cantor foi reconhecido e respeitado pelo público, que vibrou com os arranjos impecáveis e a energia dos veteranos.

De Alice Cooper com seu horror rock teatral a Deep Purple com sua elegância instrumental, passando pelas revelações do lineup, o Best of Blues and Rock 2025 foi, acima de tudo, uma celebração da longevidade musical e da entrega ao palco.


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