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Billy Idol: O punk de boutique se redime e surpreende

Show no Vibra prova que a idade não é impedimento para a energia. O britânico encerra a noite com a catarse de “White Wedding”, e Steve Stevens rouba a cena.

Foto: Stephan Solon/Divulgação
Texto: Adriano Coelho

São Paulo, 08/11/2025 – VIBRA – Sempre vou lembrar quando estive no Rock in Rio 2, em 1991, no  momento em que Robert Plant cancelou a apresentação e Billy Idol foi anunciado como substituto 24 horas antes. No dia anterior, ele se apresentou junto com Santana, e no dia seguinte com Faith No More e Guns N’ Roses. Na ocasião, ele tocou sem camisa, apalpou duas mulheres loiras e deu uma declaração infeliz, pois não sabia que havia tradução simultânea.

Conhecido como punk de butique, só voltaria ao Brasil para a apresentação no Rock in Rio 2022, quando seu show foi criticado porque sua voz já estava desgastada. Pois bem, ele voltou ao país, e agora poderíamos ver como seria a apresentação. Billy Idol fez parte do Generation X, banda punk rock dos anos 1970, da qual um dos integrantes fundou o Sigue Sigue Sputnik.

O Vibra recebeu um bom público, formado em sua maioria por pessoas acima de 35 anos. A abertura ficou a cargo do folclórico Supla, que dividiu o público entre os que cantavam e os que simplesmente o ignoravam. Ele estava de saia escocesa e cantou seus sucessos que muitos já esperavam: “Garota de Berlim” e “Green Hair”, além de covers dos Beatles e David Bowie.

Foto: Stephan Solon/Divulgação

O britânico Billy Idol entrou no palco pontualmente. Antes de começar, vale destacar a genialidade do seu guitarrista Steve Stevens, que usava uma guitarra exótica, mas esbanjou virtuosismo e foi aplaudido ao tocar introduções de clássicos do Van Halen e Led Zeppelin, além de acordes de música flamenca. Além das duas backing vocals, que foram um show à parte — a americana Kuroi (que trabalhou com Elvis Costello) e a irlandesa Jess Kar —, o que não faltou desta vez foi vibração. 

Billy Idol literalmente fez um show energético, mostrando disposição aos 69 anos. O único problema foi que ele falava demais e muito rápido, o que dificultava a tradução. Foram 16 canções, começando com “Still Dancing”, seguida de um de seus maiores sucessos, “Cradle of Love”, e depois “Flash to Fantasy”. O show deu uma esfriada com músicas mais novas, mas o clima romântico chegou com “Eyes Without a Face” e muita animação com “Mony Mony”

No telão, imagens em neon mostravam uma metrópole e uma catedral, além de espelhos quebrados com efeitos psicodélicos. O alvoroço do público chegou ao ápice com “Rebel Yell”, “Dancing With Myself” e “Hot in the City”. Idol soube encerrar a apresentação com “White Wedding”, sendo merecidamente aplaudido. Durante o show, ele também cantou “Love Don’t Live Here Anymore” e “77”, além do cover de sua antiga banda, “Ready Steady Go”

O show mostrou que, muitas vezes, quando um artista mais velho não faz uma boa apresentação, isso não significa que ele repetirá a mesma performance em outra ocasião.

Billy Idol se redimiu do último show ; aliás, ele surpreendeu.

Foto: Stephan Solon/Divulgação

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