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Exploited se apresenta desfalcado em São Paulo

O vocalista Wattie não subiu ao palco na capital paulista por problemas de saúde. João Gordo assumiu os vocais

Foto: Mazzei / Divulgação
Texto: Adriano Coelho

São Paulo, 11/05/2025 – Carioca Club – Um dos ícones do punk rock mundial retorna ao Brasil: os escoceses do Exploited, que pisaram pela primeira vez em nossas terras no ano de 1993, época em que atritos entre punks, headbangers e grupos rebeldes da região do ABC paulista ainda existiam. Mas tudo isso é passado; hoje é normal, num concerto de rock, as tribos se respeitarem.

O grupo, ao longo de sua trajetória, gravou oito álbuns e foi batizado como Street Punk. Suas canções falam sobre guerras, corrupções e outras críticas que assolam o mundo. Sendo que o vocalista e líder Wattie já foi acusado de racismo pelo fato de criticar a presença de afegãs no Reino Unido e também por afirmar que os argentinos tinham que se convencer de que as Malvinas pertencem à Inglaterra.

Para essa turnê sul-americana, foram chamadas as bandas The Chisel, da Inglaterra, e o Fang, dos Estados Unidos, além do Escalpo. Mas as coisas não ocorreram tão bem; como todos sabem, Wattie há 10 anos desmaiou no palco num show em Lisboa por problemas de saúde. Hoje, aos 67 anos, ele está bem debilitado. Pelo que parece, tudo ocorreu perfeito no show de Curitiba, mas a notícia que se espalhou é que ele não passou bem e não cantou em Belo Horizonte, sendo que os músicos da banda, além de João Gordo dos Ratos de Porão, levaram as canções da banda. No entanto, outras fontes desmentem isso. Dúvida no ar.

No Rio de Janeiro, pelo que ficamos sabendo, ele parou na metade do show, passou mal, depois se recuperou e voltou a se apresentar. Como será em São Paulo?

R.D.P. Foto: Mazzei/Divulgação

O Carioca Clube estava bem cheio, e o público variava entre punks e fãs de metal extremo. Ratos de Porão entra em cena; João, que está mais magro, mostra disposição, deixando o público excitado. Ele brinca e diz: “chegar aos 60 anos é um problema”. A bandeira do MST ao fundo, João, sem papas na língua, fez suas manifestações políticas, criticando o atual governador do Estado de São Paulo, alfinetando a polícia e desejando a morte do ex-presidente. As músicas “Beber Até Morrer”, “Crucificado pelo Sistema”, “Sofrer” e “AIDS, Pop e Repressão”, entre outros clássicos, foram bem executadas e cantadas pelo público.

R.D.P. Foto: Mazzei/Divulgação

Um pouco antes da apresentação do Exploited, veio a notícia de que ele não subiria ao palco, e o fato foi confirmado quando uma moça disse que ele passou mal e ainda acrescentou: “ele já tem idade”. As músicas foram revezadas entre o vocalista do The Chisel, o baixista Irishi e o próprio João Gordo, num show curto que chegou ao máximo a 45 minutos. Os petardos “Punk Not Dead”, “Fuck the USA” e “Sex and Violence” trouxeram o espírito punk para o local. De todos eles, o vocal do Chisel foi o que mais agitou, mostrando uma performance apropriada para o momento: rodas e vibração, hardcore puro. Mas faltaram algumas músicas, como “Troops of Tomorrow”. Com o final da apresentação, apesar da compreensão de alguns, percebeu-se que a maioria ficou decepcionada. Tipo de evento que você se pergunta: foi bom ou ruim?


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