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Felipe Andreoli celebra reunião do Angra: “Quebramos as mágoas”

Em entrevista exclusiva ao Live Sessions, o baixista fala sobre o reencontro de gerações no Bangers Open Air, parcerias inusitadas e a passagem pelo Matanza

Foto: © Ale Frata / Live Images
Entrevista: Adriano Coelho

Entrevistamos Felipe Andreoli, 46 anos, baixista do Angra, que gravou trabalhos importantes como Rebirth, Temple of Shadows, Omni, entre outros, além de passagens por outros projetos como Almah e Karma. Nesta entrevista exclusiva ao Live Sessions, ele conta sobre a reunião do Angra, o momento com a banda Matanza, entre outras curiosidades. Confira:

1) Fale sobre como rolou essa reunião com várias gerações do Angra?
R: Essa reunião surgiu pelo convite da produção do Bangers Open Air. Estávamos no hiato e ela fez sentido; quebramos as mágoas. Talvez, se essa ideia surgisse há um ano e meio, essa volta não rolaria. Seremos headliners de um grande evento, isso é raro para uma banda brasileira.

2) Rolaram fake news que Aquiles Priester não participaria. O time está completo?
R: Seremos em nove músicos. Teremos Aquiles, Fabio Lione, Valverde, Alírio… ninguém vai ficar de fora. Não importa o que dizem as fakes, estaremos completos.

3) Depois dessa apresentação, quais serão os planos?
R: Já temos apresentações agendadas com ingressos lotados, inclusive tocaremos em Paris, no Olympia, e no Porão do Rock, em Brasília.

4) André Matos será lembrado?
R: Não posso estragar a surpresa, mas não podemos esquecer de André Matos e a tamanha importância do André Matos no Angra.

5) Como foi o contato com os músicos nos últimos anos?
R: Eu tinha mais contato com o Edu. Quem eu menos falava era com o Aquiles. Conversamos e acertamos o passado; vamos viver o hoje, lembrar dos vários momentos bons. Não voltamos por dinheiro; resolvi acabar com as mágoas, não quero guardar momentos ruins comigo.

Sandy participa da gravação do DVD Omni, do Angra, em São Paulo. Foto: © Ale Frata/Live Images.

6) Sabemos que o público não só do heavy metal, como do rock, é taxado como radical. Como foi o público quando fizeram parcerias com Sandy e Carlinhos Brown?
R: Claro que muitos não gostaram, mas a maioria admirou. O Angra sempre foi muito atento ao que estava fazendo. Tocamos no trio elétrico, no Carnaval de Salvador, por oito horas; foi algo muito diferente. Carlinhos Brown não guarda rancor pelas vaias que recebeu no Rock in Rio. Algumas pessoas que reclamaram, hoje elogiam. A Sandy, apesar de não ser do rock, é uma grande cantora. O artista tem que fazer surpresas e causar impactos.

7) Aquiles no W.A.S.P. e Kiko no Megadeth trouxeram novos fãs para o Angra?
R: Não acho que os fãs de ambas as bandas foram em peso procurar o Angra. Isso tudo é relativo, muito difícil descobrir. Talvez no começo rolou, mas não trouxe muita gente, na minha opinião.

8) Agora me conta: como rolou esse convite para tocar no Matanza?
R: Eu fiquei muito surpreso, não era um estilo que eu seguia. O convite veio através do Paulo Baron. Foi uma experiência nova, eu me dei muito bem com o Jimmy. Foi sempre prazeroso tocar com a banda, principalmente com o Antonio e o Amílcar, que já eram amigos. Temos disco lançado; foi meu primeiro show pós-pandemia. Cheguei até a machucar o dedo de tanto tocar. O show do Bangers Open Air provou essa energia.

Algumas pessoas que reclamaram, hoje elogiam. A Sandy, apesar de não ser do rock, é uma grande cantora. O artista tem que fazer surpresas e causar impactos.

9) Eu já escutei de feministas que o Matanza é uma banda machista, assim como Velhas Virgens, Raimundos e Baranga. Vocês já sentiram isso?
R: Não, sempre vejo muita mulher no show. A banda fala sobre porrada e bebedeira. Não sou tão conhecedor de músicas mais antigas do grupo, mas as que eu toco não são machistas.

10) Você está se atualizando no metal? Tem acompanhado o New Metal e o Metalcore? R: Não estou atualizado, não pesquiso novas bandas, não tenho tempo. Então escuto o que eu gosto. Talvez muitas bandas novas me conquistariam quando eu tinha meus 15 anos. Posso até escutar uma banda mais recente caso alguém me indique.

11) Regis Tadeu chamou o Angra de Boy-Band. Fale sobre isso.
R: Não sei se é opinião ou é o personagem que ele faz. Ele não vai mudar o estilo dele, ele gosta de gerar polêmica. A maioria simplesmente não concorda.

12) Mensagem aos fãs.
R: Fui em todas as edições do Bangers Open Air, ele foi muito bem organizado. Estou na expectativa de assistir Nevermore, Fear Factory, Arch Enemy. Estamos preparando e planejando tudo com carinho. Será um show especial do Angra, compareçam.

Felipe Andreoli durante a segunda edição do Summer Breeze Festival. Foto: © Ale Frata/Live Images


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