Phonica: Marisa Monte transforma o Ibirapuera em templo da MPB clássica
A voz marcante da música brasileira e orquestra celebram quatro décadas de sucessos atemporais no Auditório Ibirapuera
Foto: © Ale Frata / Live Images
São Paulo, 09/11/2025 – Auditório Ibirapuera – A segunda noite de Marisa Monte na platéia externa do Auditório Ibirapuera não foi apenas um show, mas um evento: a turnê PHONICA | Marisa Monte & Orquestra Ao Vivo. Aqui, a artista fez o que sabe de melhor — elevar o pop à esfera do sublime. O palco, transformado em uma sala de concertos, viu o repertório de quatro décadas ganhar nova vida com o peso e a sofisticação da orquestração.
A inteligência da curadoria do setlist prova que Marisa Monte é a nossa maior cronista do amor e da desilusão. Ela navegou com graça entre fases, puxando a odisseia sonora com a calma de “Vilarejo” e o mergulho em “Infinito particular”. O público foi conduzido a uma jornada que celebrou o amor leve de “Ainda bem” e a poesia urbana de “Gentileza”.
O show, que tem ares de museu pop-cultural, ainda deu tempo para o projeto Tribalistas, com as sempre bem-vindas “Carnavália”, “Aliança” e “Velha infância”. Mas o ápice, a surpresa que faz a resenha valer, está nos covers. O público cantou junto a anarquia sutil de “Panis et circenses” (Os Mutantes) e o samba mais terno de todos, “Carinhoso” (Pixinguinha), num aceno respeitoso às raízes da MPB.
A performance de Marisa Monte não tem a pirotecnia rock n’ roll, mas tem a sofisticação da voz que não envelhece e a segurança de quem sabe que cada canção é um pilar da música brasileira. Do clássico ao pop, foi uma noite de beleza atemporal no Parque do Ibirapuera.
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