Sisters of Mercy revisita clássicos góticos em show lotado em São Paulo
Banda britânica retorna a São Paulo com setlist repleto de hinos que marcaram gerações góticas
Foto: Rogério Talarico / Top Link Music / Divulgação
Texto: Adriano Coelho
São Paulo, 26/09/2025 – Tokio Marine Hall – The Sisters of Mercy é a prova viva de que quando uma banda vira classic rock seu legado fica para a eternidade. Pois como a maioria sabe eles possuem apenas três álbuns de estúdio, o último foi em 1990. Mesmo assim eles possuem os fiéis e sempre novos fãs. Já que a banda é uma referência ao mundo gótico.
Segundo relatos, eles pisaram no Brasil oito vezes, fizeram o memorável show em 1990. Quando retornaram em 2006 as críticas não foram tão positivas assim como em 2009, pois as apresentações soaram sombrias demais, o que não podemos dizer em 2019 onde Andrew – que hoje está com 66 anos – mostrou uma super disposição. O grupo que possuiu músicos ilustres como Patrícia Morrisson (The Damned), Wayne Hussey (The Mission) e Craig Adams (The Mission e The Cult). Segundo relatos, Andrew não é uma pessoa fácil de conviver.

O Tokio Marine estava com a lotação máxima, o que gerava uma difícil locomoção, a banda foi pontual. Estava no palco no horário certo, como de costume telões apagados e pouca luz, o show se inicia de forma fria, antes de começar vou destacar que o guitarrista japonês Kai que além de uma notável performance ele também se destaca como backing-vocal. A apresentação começou a pegar na quinta música com a canção “More”, o público se acendeu e percebemos que os clássicos estavam chegando.
Não demorou e “Alice” deixou todos ensandecidos com inúmeros celulares acesos. Não preciso afirmar que “Dominion/Mother Russia” foi cantada de forma uníssono pelo público. O clima gótico foi inevitável com “Marian”, o show depois desses petardos fica morno. Mas nos primeiros acordes de “Temple of Love” a apresentação lembrou balada do Madame Satã, onde cada um na plateia criava uma dança. The Sisters of Mercy se despede, mas volta na apresenta mais três músicas, onde as duas últimas foram: “Lucretia My Reflection” e “This Corrosion”, onde a interação banda e público gerou uma química formidável.

Fim de show, foi incrível como Andrew se locomoveu no palco e posso afirmar que com o passar dos anos, parece que The Sisters of Mercy rejuvenesceu, pois os shows estão mais animados.
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