Inocentes abre projeto “Rua do Rock” com clássicos e teatro lotado no Sesc 24 de Maio
Mesmo em horário alternativo, pioneiros do punk paulistano reúnem fãs de várias gerações em tarde repleta de hinos, improvisos e superação
Foto: © Ale Frata / Live Images
São Paulo, 09/07/2026 – Teatro Sesc 24 de Maio – Na última quinta-feira, dia 9 de julho, o Sesc 24 de Maio deu o pontapé inicial ao projeto Rua do Rock, uma celebração antecipada ao Dia Mundial do Rock — data celebrada exclusivamente no Brasil em 13 de julho como homenagem ao histórico festival Live Aid. A responsabilidade de abrir a programação ficou por conta da banda Inocentes, um dos maiores expoentes e pilares da cena punk paulistana e brasileira.
Excepcionalmente agendado para as 15h por conta de uma possível partida da Seleção Brasileira na Copa do Mundo (o que acabou não ocorrendo devido à eliminação precoce do Brasil na fase anterior), o horário alternativo não diminuiu em nada o ímpeto dos fãs. O teatro do Sesc estava completamente lotado, com os ingressos esgotados, reunindo um público intergeracional que ia desde veteranos da safra de 1982 até jovens que descobrem a força do movimento agora.
Inocentes no projeto Rua do Rock, no Sesc 24 de Maio. Fotos: © Ale Frata/Live Images
No palco, a formação clássica e afiada da banda — contando com Clemente Nascimento (vocal e guitarra), Anselmo Monstro (baixo), Nonô (bateria) e Ronaldo Passos (guitarra) — entregou uma apresentação enérgica e sem respiros. O setlist foi um verdadeiro desfile de hinos que moldaram o rock nacional, incluindo clássicos indiscutíveis como “Pânico em SP”, “Expresso Oriente”, “Pátria Amada”, “Rotina” e “De Bar em Bar”. A conexão com a plateia foi tamanha que o show abriu espaço para o improviso: fora do roteiro oficial, a banda surpreendeu a todos ao tocar “Franzino Costela”, levando o teatro abaixo.
Houve tempo ainda para um dos momentos mais marcantes e intimistas da tarde. Em determinado ponto, o vocalista e guitarrista Clemente permaneceu sozinho no palco e, empunhando apenas sua guitarra, relembrou o momento delicado pelo qual passou no ano passado, quando enfrentou uma internação emergencial por um longo período. Em tom de celebração à vida e à saúde recuperada, ele entoou um trecho de “Sujeito de Sorte”, do mestre Belchior, acompanhado em coro absoluto pelo público nos versos “ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro”. Com o teatro inteiro de pé, o Inocentes provou que o espírito de contestação, a resiliência e a energia do punk de São Paulo continuam mais vivos e necessários do que nunca.
Descubra mais sobre LIVE SESSIONS
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
















