Show do Raíces de América provoca nosso orgulho de ser latino-americano
Banda brasileira, que traz integrantes de diversos países da América do Sul, se apresentou no Sesc 24 de Maio, no centro de São Paulo
Foto: © Ale Frata / Live Images
Texto: Daniel Vaughan
São Paulo, 18/04/2026 – Sesc 24 de Maio – O Raíces de América foi fundado no Brasil, nos anos 70, trazendo na formação músicos locais, chilenos e argentinos. Disseminando a música latino-americana pelo mundo, a banda ainda mantém um repertório amplo com arranjos modernos entre ritmos tradicionais e composições em português e espanhol.
No sábado (18), os fãs tiveram a chance de curtir ao vivo a experiência latina do Raíces de América. O show esgotado aconteceu no Sesc 24 de Maio (centro de SP), dentro do projeto Viva a Viola!, com participação da multi-instrumentista Doroty Marques.
Raíces de América no SESC 24 de Maio. Fotos: © Ale Frata / Live Images
Logo de cara, é impressionante notar a quantidade de instrumentos musicais que ocupam o palco. São equipamentos acústicos e elétricos de vários tipos e tamanhos. E, para desempenhar tanto trabalho, a banda mantém oito músicos em cena, entre cantores e multi-instrumentistas.
A formação do Raíces de América sempre exibiu diversos integrantes geniais durante todas essas décadas de carreira. E, atualmente, a banda conta com Fabian Famin e Nicole Bueno (vozes principais), Jara Arrais (violão, charango e voz), Chico Pedro (diversos instrumentos de sopro), André Perine (guitarra e voz), Jica Thomé (percussão e voz) e Abner Paul (bateria e voz). O baixista original Willy Verdaguer, que também toca com Guilherme Arantes, foi temporariamente substituído pela renomada Ge Cortes neste show do Sesc 24 de Maio.
Às 20h, o grupo subiu ao palco ao som de Guantanamera — um clássico composto pelo cubano Joseíto Fernández e que ganhou infinitas versões ao redor do mundo. Música animada e perfeita para abrir os trabalhos na capital paulista.
Em seguida, a gaúcha Nicole Bueno soltou o vozeirão em La Maza. Além de cantar muito, a integrante mais jovem traz um lado rock´n´roll e até teatral nas interpretações. Ela arrepiou nas lindas O Doce e o Amargo (Secos e Molhados), Todo Cambia (Julio Numhauser) e Cuando (Willy Verdaguer).
Do outro lado, o vocalista argentino Fabian Famin marcou presença em músicas como La Carta (Violeta Parra), Chacarera del Exilio (Rally Barrionuevo), além de Los Hermanos (Atahualpa Yupanqui) em dueto com Jara Arrais.
Já a multi-instrumentista Doroty Marques, homenageada pelo Sesc, subiu ao palco em certo momento para dar um show à parte. Simpática, ela cantou, tocou cajon e uma pequena sanfona. Aos 80 anos recém-completados, a musicista, educadora e ativista social foi aplaudida de pé pelos fãs que lotavam o teatro.
Outro destaque da noite foi o clássico Volver a Los 17, canção de Violeta Parra que também ficou famosa nas vozes de Mercedes Sosa e Milton Nascimento. O público cantou em coro.
O Raíces de América deixou o palco brevemente, mas voltou em seguida para mais uma versão de Guantanamera, dessa vez com a presença de Doroty Marques dividindo os vocais com a banda.
Um show incrível que emociona e provoca nosso orgulho de ser latino-americano.
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